Fusões e aquisições: os desafios de consolidar empresas

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Apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, as operações de M&A (mergers and acquisitions, fusões e aquisições em português) bateram recorde no ano de 2020 e, ao que tudo indica, em 2021 superaremos esse número. 

Com o reaquecimento e o amadurecimento do mercado de capitais, será mais comum ouvir falar sobre operações de fusão ou aquisição, e, com isso, sobre os diversos desafios desse cenário. 

Fonte: PWC 

Os desafios são definidos antes, durante e depois de uma operação de fusão ou aquisição, desde a burocracia dos procedimentos jurídicos até a integração das operações. 

Pensando inicialmente, os principais motivos para uma aquisição não gerar o valor esperado são as ausências de:

  • Um bom mapeamento dos alvos; 
  • Valuation bem calculado, com dados precisos; 
  • Ofertas com uma relação de risco e retorno que não compensam; 
  • Processo de Due Diligence para a prevenção de possíveis riscos;
  • Um PMI (Post merger Integration, implementação das sinergias) definido. 

Ou seja, mesmo com as dificuldades e burocracias da compra e venda das empresas, os reais desafios só começam após a assinatura do contrato. Nesse sentido, ferramentas que facilitem a gestão da empresa são sempre bem-vindas.

Desafios da área financeira em fusões e aquisições

Antes

O primeiro passo para pensar em uma operação de M&A é a preparação dos relatórios financeiros para ter transparência durante o  processo. Para isso, o detalhamento de todos os dados financeiros são importantes. 

Ter essas informações da maneira mais organizada possível facilitará e deixará mais preciso o cálculo do valuation, evitando que seja menor devido à desorganização dessas informações.

No caso da empresa adquirida, reportes de qualidade são essenciais para atrair compradores e facilitar a negociação. No caso da compradora, a exigência desses números é obrigatória para evitar fazer uma aquisição arriscada.

Depois

Quando tratamos do PMI, além do choque de culturas, o principal desafio das empresas que passam por uma dessas modalidades é o alinhamento de processos, pois os funcionários estavam habituados a realizar suas tarefas de modos diferentes uns dos outros. 

A harmonia no ambiente de trabalho depende de uma colaboração dos dois times além de uma liderança eficaz para facilitar a trajetória de integração dos processos. 

Na área financeira de uma empresa, a transição pode ser ainda mais complexa, pois estamos tratando de diferentes sistemas contábeis, análises de indicadores financeiros, distintas projeções dos cenários e principalmente a harmonização das estruturas operacionais. Além disso, são áreas que estão diretamente ligadas às negociações de fusões ou aquisições.

Karolina Reis, gerente de controladoria da Agasus, passou recentemente por um processo de aquisição  de outra empresa que elevou à sinergia do negócio, e nos contou as dificuldades que passou no processo. Além de terem duplicado de tamanho, a empresa utilizava o ERP SAP Business One, enquanto a outra tinha um sistema contábil diferente. 

“A empresa que compramos em 2020 já estava 100% implementada no Accountfy, e, mesmo com um ERP diferente, conseguimos consolidar os dados a partir do razão e definir a equivalência patrimonial.”

Karolina Reis – Gerente de Controladoria na Agasus

Utilizando a ferramenta do Accountfy, Karolina conseguiu centralizar os dados e, devido à facilidade de parametrizar um plano de contas, conseguiu integrar os processos de geração de demonstrativos financeiros de uma maneira mais rápida e precisa. 

Isso mitigou uma das maiores dores das empresas: o acompanhamento do fluxo de caixa e a consolidação dos grupos econômicos. O alinhamento com os novos funcionários também é importante para a saúde da empresa e com o Accountfy a curva de aprendizado foi veloz e puderam ter equipes treinadas em pouco tempo.

O poder de um PMI bem definido em fusões e aquisições

O processo de combinar duas ou mais empresas em uma gera diferentes atritos. O  objetivo dos gestores é ter um PMI bem definido que ajudará as lideranças no processo de integração e a evitar possíveis conflitos. 

Segundo um estudo feito pela Pritchett, apenas 4% dos executivos relatam que suas organizações incluem questões específicas da cultura organizacional em um due diligence

Estar bem alinhado com os executivos e responsáveis das áreas das integrações operacionais, culturais e do capital humano é fundamental para uma fusão e aquisição de sucesso.

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